E Deus criou a mulher #1


Pois é, já no próximo sábado comemora-se o Dia da Mulher. Não acho, como é óbvio, que a mulher deva ser apenas valorizada e 'comemorada' neste dia. Mas também não acho, como certamente muitos de vocês, que não deva haver um dia para comemorar a mulher. Durante tantos anos houve tantas mulheres que lutaram pelos direitos que hoje damos por adquiridos, e por todas as liberdades e igualdades relativamente ao sexo masculino que hoje temos, que acho que podemos encarar este dia como uma forma de comemoração destas mulheres. E de todas aquelas que conhecemos e que nos orgulham, seja porque razão for. 

Sendo assim, não quis deixar este dia passar em branco. Mas, como acho que um dia é pouco, resolvi fazer este ano a Semana da Mulher aqui no blog. Para isso pareceu-me interessante fazer uma pequena entrevista a algumas bloggers que admiro. No total vão ser três e vão ser partilhadas convosco em dias diferentes, ao longo desta semana.

A minha primeira entrevistada foi a Raquel. Como já vos disse, a Raquel é especial. É uma pessoa com uma visão do mundo que a rodeia muito própria, e com uma sensibilidade fora do normal. É doce, genuína e lutadora. É psicóloga de profissão e dedicou-se às terapias expressivas (utilização das formas de arte - teatro, dança, música, etc. - como forma de terapia). Canta no grupo Oh Honey! e escreve no seu blog (não deixem de passar por lá, porque tenho a certeza que se tornará um verdadeiro vício). Diz ter herdado a paixão pela escrita do avô que era poeta, e porque o seu ser dinâmico não lhe permite baixar os braços e ficar à espera de ver as coisas acontecer, decidiu escrever um livro de contos. Não foi decerto tarefa fácil, mesmo para quem consegue usar as palavras de um jeito sublime como ela, mas o livro já está nos últimos retoques, e em breve vamos poder tê-lo nas mãos e lê-lo de uma ponta à outra, de um só fôlego, porque desconfio que não o vão conseguir largar até ao virar da última página. A Raquel não se considera feminista (nem as suas respostas teriam o mesmo encanto se o fosse), porque acredita que cada um tem o poder dentro de si, seja homem ou mulher. Mas pronto, apresentações feitas, chegou a hora de verem as respostas que ela deu às minhas perguntas. Espero que gostem!


Para ti, quais são as características que tornam as mulheres um ser único?

Raquel: (Uma pergunta difícil, logo a iniciar!) Eu não sou uma pessoa muito boa para responder a essa pergunta, pois acho que, quando começamos a distinguir-nos dos homens criamos o fosso que nos distancia, mantemos as desigualdades que tanto queremos evitar. Mas, ainda que existam pessoas que criam excepções, as mulheres são fortes, dinamizadoras, capazes de carregar todo um Mundo às costas e fazê-lo com um sorriso nos lábios.


Qual é a mulher que mais admiras?

R: Sem dúvida nenhuma, a minha mãe. Tem uma determinação fora do normal, uma vontade e coragem contagiantes, é a pessoa mais alegre e motivadora que eu conheço, uma verdadeira Força da Natureza.


Se tivesses de escolher uma celebridade para representar todos os outros elementos do género feminino, quem escolherias? E porquê?

R: Tenho alguma dificuldade em escolher apenas uma pessoa para representar todos os elementos do género feminino, não só pelo que disse acima, mas também pelo facto de achar quase impossível de haver apenas uma pessoa capaz de assumir todas as representações. Todavia, se tivesse de escolher alguém que me inspira mesmo muito, seria a Isabel Allende, uma escritora e jornalista chilena que me acompanha os passos desde adolescente, com uma história de vida impressionante e capaz de contar as narrativas mais maravilhosas. (ver vídeo aqui)



Alguma vez sentiste que o facto de seres mulher te prejudicou de alguma forma? Se sim, quando e porquê?

R: Houve uma altura em que trabalhei num bar de música ao vivo e que tinha de lidar com dois meios que me podiam prejudicar: a noite e a música. A verdade é que não é fácil de aceitar uma mulher com as vontades no sítio certo e que isso pode ser complicado de digerir, por isso, sim, senti-me um pouco desvalorizada por ser mulher, mas isso rapidamente se resolveu.


Que conselho darias às raparigas de hoje para que se tornem mulheres de quem se orgulhem amanhã?

R: Vivam com paixão, acreditem naquilo que fazem e façam sempre o melhor que conseguirem. Nunca desistam. 


(Imagem via: Raquel Caldevilla)


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10 comentários

  1. Estou aqui há que tempos a tentar escrever uma resposta que seja condizente com aquilo que me dedicaste. Só me ocorre: obrigada, muito obrigada*

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  2. Que ideia tão boa :) parabéns. E a primeira escolha não podia ser melhor, a nossa querida e forte Raquel :) gostei muito da entrevista e adoro os livros da Isabel Allende, apesar de não conhecer muito bem a pessoa por trás da escritora, vou ver o vídeo *

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  3. Minha querida, eu é que agradeço :) és tudo aquilo que demonstras ser e mais! E amei o vídeo! Vamos fazer por um mundo bom 'e não por um mundo melhor' :) e tu já fazes isso todos os dias, com as tuas palavras maravilhosas :) *

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  4. Ju, espero que tenhas gostado do vídeo :) da 'nossa' doce Raquel não há como não gostar, não é? :) e obrigada pelo feedback :) *

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  5. Obrigada Carolina :) ainda bem que gostaste! *

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  6. Que ideia fantástica. É uma forma de conhecermos ainda mais aquelas pessoas que admiramos, como é o caso da Raquel. Bela iniciativa, parabéns :)

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  7. Obrigada :) ainda bem que gostaste :) *

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  8. Obrigada Andorinha :) é mesmo bom, para termos também uma perspectiva diferente daquela que temos normalmente relativamente a blogs que admiramos e seguimos *

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