Insectos – Trauma, fobia ou enojamento crónico?


Como bióloga sei que estes bichinhos, pequenos e nojentos e que, na sua maioria não fazem mal a ninguém, até são importantes para essa coisa da cadeia alimentar. Mas porquê misturá-los no mesmo habitat que os humanos? Hum... não foram antes os humanos a usurpar o seu habitat? Olhem, sinceramente a mim não me rala nada quem invadiu o território de quem, quem perde sai, deixa o caminho livre, e vai à sua vidinha para outras paragens.

Pois que os desgraçados dos insectos não vão para lado nenhum. Ficam. Persistem. Insistem em conviver connosco. E eu cá sou pessoa que se enoja, e muuuuito, com estas criaturas. Por mim são todos para morrer, de morte cruel e não necessariamente rápida (desde que o primeiro golpe os deixe incapacitados de me saltarem para cima). Mas eles não me largam! E este nojo que me assiste em relação a tais seres (do qual já vos tinha falado aqui) é coisa antiga. Então atentem nas histórias:

- quando era ainda uma criança, inocente e indefesa, quis uma pequena mosquinha da fruta pousar à mesa, onde estava sentada. Claro que mosquinha da fruta agora até parece coisa pouca, mas tenham em conta a proporção dos tamanhos: eu pequena, por isso mosca pequena parece grande. Eu olhei para o pequeno insecto e, como tinha visto a minha mãe fazer tantas vezes, tentei acertar-lhe com as costas da mão. Quando bato na mesa, a mosca desaparece. Não satisfeita com isto, que não a tinha visto voar, olhei para as costas da mão e vi lá o cadáver esborrachado. Diz a minha mãe que dei um berro de tal forma que ela achou que me tinha queimado ou coisa que o valha!

- mais ou menos na mesma altura despertei o ódio na minha avó. Quando ia para a santa terrinha, para casa dos meus avós paternos, queriam pousar-me no chão ao fim das escadas e era verem-me a encolher-me para não pousar os pés no chão tal era o nojo desse insecto terrível chamado formiga.

- uns anos mais tarde, quando já andava na faculdade, passava eu à frente da Torre do Tombo, quando sinto qualquer coisa a cair-me em cima da cabeça. Sem saber do que se tratava, peguei no pequeno ONI (objecto não identificado) e atirei-o velozmente contra o chão. Era um... gafanhoto! GIGANTE! Daqueles que tinham vindo das áfricas e eram castanhos e tinha à vontade uns 7 ou 8 cms (eu sei que posso estar a exagerar do choque, mas tenho a vaga ideia de que era realmente grande, e gordo!).


Claro que não quero estar aqui a falar de todas as vezes que vi uma aranha ou qualquer outra criatura asquerosa do género, nem daquela vez na praia do Carvalhal em que só tinha os olhinhos de fora porque veio quase uma praga de libelinhas e se há coisa que não suporto de todo é sentir essas bichezas a tocarem-me na pele. Blhec! Caca! Tenho a certeza que se algum dia tentassem fazer com que ultrapassasse este trauma, ou fobia, ou o queiram chamar-lhe, ia fazer muito pior figura que aquele senhor do Agora ou Nunca que gritava: ‘Ponha, ponha, ponha!’. Mas incomparavelmente pior. E vocês iam rir-se à brava. E estariam anos depois ainda a relembrar a minha figura. Tal como eu relembro a do dito senhor.

E vocês, algum trauma, fobia ou coisas que tais que queiram partilhar? Podíamos fazer um grupo de apoio! Ahahahaha!


(Imagem via: Gratisography)

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6 comentários

  1. Eu sofro exactamente do mesmo mal que tu! E também sou bióloga! É uma coisa que não dá para explicar, e nem sempre fui assim, com a idade fiquei muito, mas muito pior. Antes eram só as baratas e as abelhas que me causavam pânico (cheguei a ter uma crise de ansiedade porque tinha uma barata no quarto, estava sozinha em casa, e perdi a barata de vista e só pensava "e agora onde é que eu vou dormir???"), mas agora qualquer insecto me deixa aflita, é uma parvoíce, mas não consigo evitar. As abelhas e as baratas continuam a ser as piores... E as aranhas vá...

    Beijinhos :)

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  2. Ahahahahaah! Post engraçado! Eu fico enojada com baratas e tenho imenso medo de aranhas... quanto ao resto, pronto, tolero, desde que mantenham a devida distância. Já as joaninhas, adoroooooo!

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  3. Bom, eu até posso achar alguns insectos bonitinhos (como é o caso da joaninha, que pus aqui só para não me assustar de cada vez que entrava no blog), mas todos, sem excepção longe, muito longe! :p

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  4. Então és como eu! Até uma melga me deixa acordada a noite inteira enquanto não a matar... mas não a mato com a mau, credo que nojo, só com um chinelo ou coisa que o valha, senão fico com arrepios durante umas boas horas. Enfim, mariquices! :p

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  5. Formigas (odeiooooooooooooooooo), baratas (felizmente, há anos que não as vejo), moscas, aranhas (grandes), e todos estes insectos, excepto as joaninhas (que agora mal se vêem). Sempre adorei as joaninhas.

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  6. De todos os que enumerou, os que me deixam mesmo com pele de galinha são as baratas e as aranhas grandes. Só de olhar! Se algum bicho desses me tocasse tinha vários ataques de histeria (seguidos) ;)

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