Casper - Um ano cá em casa

(Este post vais ser gigante!)


Pois bem, desde que eu e o mais-que-tudo começámos a pensar partilhar casa que lhe disse que tínhamos de ter pelo menos um gato. Adoro gatos! Basicamente adoro-os porque têm personalidade, bem vincada, e são todos completamente diferentes uns dos outros! São inteligentes, e não sei se sou só eu a querer que sim, mas eles gostam de nós e são meigos e sentem a nossa falta. 

Tinha-me mudado ainda nem há um mês quando comecei a procurar gatinhos para adoptar. Não tenho nada contra quem compra animais, mas a minha política é adoptar. Nunca comprei um animal (os meus pais é que compravam peixes - bicho mais sem graça!) e tenho para mim que isso dificilmente irá acontecer. Um dia encontrei um contacto de uma senhora que tinha um gatinho lindo, preto e branco para adopção. Liguei-lhe, mas o gatinho que eu achei tão fofinho já tinha sido adoptado. Disse-me então que tinha outros gatos, e como tinha alguns ainda pequeninos (até aos 3 meses, que era única condição que o mais-que-tudo me (im)punha), combinei encontrar-me com ela. O marido não pôde ir, porque estava a trabalhar, mas mostrei-lhe uma foto que a senhora me tinha mandado e ele disse que sim, que estava aprovado. Combinei com a minha prima e lá fomos ver o bichano.

Quando lá cheguei, ela pegou no gato e o pobrezinho estava cheio de medo. Era uma terça-feira, e ele tinha sido apanhado de uma colónia de gatos há dois dias. Aninhava-se todo, muito encolhido, a tremer que nem varas verdes e nesse momento eu decidi que sim, era aquele! E trouxe-o comigo no próprio dia (ainda tive de passar num hipermercado para comprar as coisinhas que precisava para ele, porque não tinha nada!).

Quando cheguei a casa, estava sozinha. Mal abri a porta da transportadora o bicho fugiu à maior velocidade que conseguiu e enfiou-se no escritório/quarto de hóspedes debaixo da cama, onde passou a maior parte do tempo até se habituar a nós. Li algures que é melhor confinar mais o espaço do que obrigá-los a andar pela casa toda, porque eles estranham imenso os cheiros, e ele tinha imenso medo de nós, e por isso achei por bem pôr lá a caixa da areia e as tacinhas dele. Como quase não o vimos nos primeiros dias, chamámos-lhe Casper, como o fantasminha.

Mal comeu nos primeiros dois dias. Estava cheio de parasitas (tinha uma barrigona redonda que só ela) e tinha ainda algumas pulgas. Enfim, só coisas bonitas... Fomos com ele ao veterinário, demos-lhe o desparasitante, pusémos-lhe o anti-pulgas e esperámos. Esperámos que ele comesse. Isso foi o que mais me preocupou. Comprei-lhe várias comidas diferentes com medo que ele não gostasse de alguma e pus-lhe um bocadinho de cada em várias tacinhas que encontrei lá por casa. Na quinta-feira a seguir a termos ido buscá-lo cheguei a casa e as taças estavam limpinhas, todas lambidinhas e eu pensei: 'Bom, se há coisa que ele não tem é falta de apetite! Nem é esquisito!'. E vá, fiquei eufórica!

Mas não pensem que a partir daí ele vinha ter connosco para brincar, nada disso! Mal chegávamos a casa enfiava-se debaixo da cama que estava no quarto de hóspedes (entretanto já não é a mesma) e ali ficava até não ouvir barulho nenhum, ou seja à noite, e aí lá saía. A modos que, todos os dias eu e o querido chegávamos a casa, e estávamos quase 1h a 'falar' com o bicho, a tentar puxá-lo para a brincadeira...e nunca me vou esquecer do dia em que os meus irmãos foram lá a casa e, os dois deitados lado a lado completamente enfiados debaixo da cama, o fizeram ronronar pela primeira vez (um sinal de confiança). Isso aconteceu só 5 dias depois de ter chegado lá a casa.

A partir daí foi sempre a melhorar! Quando ao fim do dia chegávamos a casa e íamos meter-nos com ele já conseguíamos fazê-lo brincar e sair de debaixo da cama. Duas semanas depois já conseguimos pôr a caixa da areia e as tacinhas da comida na varanda da cozinha (localização prevista inicialmente e que é a actual) e ele já ia lá comer, sempre muito assustadiço com todo e qualquer barulho, mas ia.

Um mês depois já ficava no corredor a ver-nos chegar, já só queria colo, e mimos e brincadeira! 

Hoje em dia é como qualquer outro gato (lindo e saudável) com confiança nos donos: quando ouve a chave na porta fica a nossa espera no hall, estica-se logo todo para lhe darmos festinhas, vai a correr para o quarto à nossa frente a pedir mimos, dorme em cima de nós a noite toda, também dorme a sesta connosco, faz algumas asneiras, é um curioso do pior, brinca ao 'dá cá a bolinha' (nós atiramos a bola dele, ele vai buscá-la e deixa-a ao pé de nós para a atirarmos outra vez) e tem grandes pancadas, que vão variando ao longo do tempo (agora só quer dormir debaixo do edredão ou pôr-se atrás da televisão ou beber água da banheira quando acabamos de tomar banho).

Sou completamente 'apaixonada' pelo meu tigre!


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