Reykjavík – capital da terra do fogo e do gelo

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Quando começámos a pensar no destino para a nossa lua-de-mel tivemos algumas dificuldades em definir exactamente o que queríamos. Praia não é o nosso forte, mas se fosse só um bocadinho até podia ser. Cidades são ‘a nossa praia’, mas ao mesmo tempo queríamos algo diferente do que costumamos fazer. Então pensámos que tínhamos de dar uma hipótese a uma viagem onde a componente mais forte fosse a natureza. Algo diferente, motivador, que nos deixasse ansiosos por partir e por registar para todo o sempre.

Acho que só decidimos sobre a Islândia já em vésperas de eu voar para o Japão. Devíamos estar em meados de Setembro do ano passado, mas lembro-me perfeitamente que, quando a sugeri como destino, o mais-que-tudo ficou com um sorriso de orelha-a-orelha e disse: ‘É isso mesmo! Está escolhido!’.

Mas, sendo um destino tão desconhecido para nós e para a maioria das pessoas, tivemos de garantir que Maio era um mês razoável para lá ir, porque queríamos fazer uma road trip à volta da ilha e toda a gente sabe que carros e neve não são uma boa mistura. E chegámos à conclusão que, apesar do tempo ainda um pouco instável, Maio era um mês perfeitamente razoável para visitar esta ilha do norte do Atlântico.

Depois dos planos feitos, das decisões tomadas e do casamento celebrado, lá partimos nós à aventura! Ohh e que grande aventura esta!

A primeira paragem foi Reykjavík e a nossa casinha alugada através do Airbnb – que mais tarde mostrarei por aqui. Pousámos as malas, apetrechámo-nos bem contra o frio que se fazia sentir lá fora e lá fomos nós explorar a cidade.


É em Reykjavík que vive mais de um terço da população da Islândia que, convenhamos, não é particularmente abundante – um pouco mais de 320 mil pessoas. Ou seja, é uma cidade com bastante vida, mas não atulhada e, ao contrário do que eu esperava, recheada de gente jovem!


Na rua, as casas (e os seus telhados) estão pintadas de cores alegres, que ficam tão bonitas rodeadas por todo o azul daquele mar que banha a cidade. E que lindo que é o contraste da água com as montanhas cobertas de neve no topo!


Sou uma fã das cidades nórdicas, apesar desta ter sido a primeira que visitei. Uma das minhas viagens de sonho é fazer um cruzeiro nos fiordes noruegueses e daí que experimentar em primeira mão a dinâmica de uma cidade do norte da Europa com a sua decoração sempre no ponto, os espaços onde se consegue estar efectivamente, sozinho ou acompanhado, mas sempre na companhia de uma boa revista e de uma qualquer bebida que nos aqueça o corpo frio, me tenha feito ter ainda mais vontade de pôr em prática esta viagem com que sonho há tantos anos.



O comércio local é muito dedicado aos produtos artesanais de que os islandeses tanto se orgulham. Desde chocolates e licores, a jóias criadas com rochas de origem vulcânica, às famosas camisolas de lã tricotadas à mão, com padrões únicos e que repelem a água, há várias lojas deste género espalhadas pela cidade em locais estratégicos para os turistas, como nós, serem quase ‘obrigados’ a entrar. Claro que todos queremos trazer souvenirs das nossas viagens, mas o que nos faz entrar nestas lojas é a decoração e o quão acolhedores são estes espaços. Há qualquer coisa de estranhamente confortável e familiar na decoração nórdica, que se quer minimalista mas, ao mesmo tempo, recheada de tons terra, de plantas, e de paredes cobertas por detalhes da nossa vida.


Nesta altura do ano os dias são bem longos e a noite raramente passa de um lusco-fusco. Por isso, andar na rua até altas horas da noite é obrigatório, mais que não seja porque todas as cidades têm um encanto especial quando começam a ficar iluminadas, não acham? E nem o frio nos demovia! Artilhados com os nossos casacos de penas, gorro e luvas de neve, sentíamo-nos imparáveis (ou será que isso era precisamente por causa do frio?). Nós bem queríamos ser como os islandeses a quem o frio não assusta nem um bocadinho! Ou não passassem eles horas em amena cavaqueira com os amigos nas esplanadas dos seus sítios favoritos, nos seus jardins ou nas varandas das suas casas!



Reykjavík é uma cidade que nos acolhe bem. Os islandeses não são propriamente pessoas de sorriso fácil, mas nunca deixam de ser simpáticos e prestáveis! Passear pelas ruas da capital islandesa foi maravilhoso por todos os locais bonitos que encontrámos e por todas as coisas giras que ela nos permite fazer. Mas, no próximo post sobre a Islândia vou trazer-vos as nossas sugestões do que ver, do que visitar e de onde comer, combinado?

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