A Birra da Cerveja

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Toda a gente sabe que a cerveja não é uma bebida consensual. Aliás, haverá alguma que o seja? Mas esta que vos escreve sempre teve um carinho especial por esta bebida. É que a cerveja é realmente uma bebida versátil, capaz de se adaptar a vários momentos e nada como uma cervejinha bem gelada para nos matar a sede nos dias mais quentes do Verão, não concordam?

Por isso, quando soube do evento que ia acontecer na Junta de Freguesia do Lumiar, numa parceria entre esta e a Gerador, chamado A Birra da Cerveja, não houve dúvidas de que teria de passar por lá. Felizmente, o mais-que-tudo acompanha-me na hora de provar cervejas diferentes, e neste caso com duas particularidades muito interessantes: serem artesanais e de produção nacional.

Lá fomos nós até à antiga Quinta das Conchas, onde agora se encontra sediada a J. F. do Lumiar, provar essas cervejas maravilhosas que se fazem um pouco por todo o nosso Portugal.

Nunca tinha entrado neste edifício apalaçado que embeleza a Alameda das Linhas de Torres que, por si só, já merece a visita. Lá dentro encontra-se uma exposição com várias fotografias antigas da zona que nos mostram o quanto o Lumiar mudou em pouco mais de um século. Para quem mora (ou morou na zona, como eu), ver esta diferença mas, ao mesmo tempo, conseguir identificar os espaços ainda nos dias de hoje é mesmo muito engraçado!


Vista a pequena exposição fomos para o pátio da Quinta, onde estavam montadas as bancas que nos davam a conhecer dez marcas de cerveja artesanal: A 8ª Colina, a Bolina, a Letra, a Lx Brewery, a Maldita, a Mean Sardine, a Musa, a Post Scriptum, a Praxis e a Toira. O modo de funcionamento era simples: para provar a primeira cerveja, comprava-se o copo do evento por 3€ e ganhávamos um ‘enchimento’ grátis da cerveja escolhida. Para além das provas das cervejas, havia vários concertos, showcooking e muita conversa relacionada com as cervejas.


Eu comecei pela Imperial IPA (India Pale Ale), um tipo de cerveja que nunca tinha provado e que achei muito interessante, porque funciona como uma explosão de sabores na boca! Se ao início a cerveja é floral e frutada, no final fica um sabor ligeiramente amargo que contrasta com aquele primeiro impacto mais adocicado.

Fiquei mesmo agradavelmente surpreendida, porque normalmente não gosto das ditas ‘cervejas de rapariga’, mais doces e, na verdade, com menos sabor a cerveja ‘a sério’, e este contraste conquistou-me. O mais-que-tudo começou muito bem, também, com a Ouro da Toira, uma belgium tripel, que ele simplesmente adorou!


E sabiam que a procura por estas cervejas artesanais tem sido tão grande que já há um food truck (neste caso, drink truck) que se passeia com elas por vários eventos? Inclusivamente, fazem eventos particulares, com os seus quiosques personalizáveis, nos quais é possível escolher as marcas e as cervejas que queremos. Imaginam um beer bar no vosso casamento? E no aniversário de um amante de cervejas? Se não vos faltam ideias para pôr a bom uso tantas cervejas deliciosas, contactem a Hops Beer & Co. e descubram mais sobre este conceito.

Em conversa com os donos das bancas, cheguei à conclusão que o negócio está a correr de tal maneira bem que estas cervejas se encontram agora à venda em várias grandes superfícies e restaurantes de Lisboa. E não imaginam como fiquei feliz por saber que a fábrica da 8ª Colina está aberta ao público para visitas! Logo eu que adoro visitar fábricas – não sei bem porquê, mas talvez porque gosto mesmo de saber como as coisas são feitas! – fiquei entusiasmadíssima com a ideia de lhes fazer uma visita. Cereja no topo do bolo? A fábrica é na Graça, a oitava colina – não contabilizada – de Lisboa e, daí, a origem do nome da marca.

O mais-que-tudo não saiu daqui sem antes provar a Vila Martins, uma cerveja com sabor a gengibre que é bem fresca e óptima para saborear com uma tábua de queijos ou de enchidos. No final acabou por encher mais um copo com a Zé Arnaldo, uma cerveja bem encorpada, de cor escura, e deliciosa!


Para ajudar a aguentar melhor todas as cervejas – de teores alcoólicos bem mais elevados que o normal – podíamos contar com a Maria Wurst, e os seus cachorros deliciosos, com a Tripa on Wheels, e os seus crepes de doce de ovos de fazer crescer água na boca, entre outros. Nós escolhemos o cachorro de caril da Maria Wurst que acompanhava com gengibre e cebola frita e era delicioso!

Depois disso consegui ainda provar mais duas cervejas: a Coritipa da Lx Brewery (uma IPA mais levezinha, e com final não tão amargo, feita por um brasileiro de Curitiba, e daí o trocadilho com o nome) e a Look I’m Your Lager, da Bolina, bem mais espessa, densa e alcoólica, com um sabor mais forte, daqueles que servem para saborear lentamente e não propriamente para matar a sede, if you know what I mean.


Ficaram ainda por provar muitas cervejas, mas a seu tempo tenho a certeza que provaremos muitas mais, até porque ambos gostamos de cerveja e, acima de tudo, de experimentar novos sabores.  Por isso, vieram connosco para casa a Fresh Pale Ale, de gengibre, da Lx Brewery, e a cerveja de sidra da Toira.

Quanto a esta iniciativa espero mesmo que haja mais edições, porque foi um prazer conhecer estas marcas e saber que o nosso mercado está tão receptivo a produtos cada vez mais artesanais e originais. E vocês, já conhecem alguma destas marcas? Se sim, quais as vossas favoritas?

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  1. Que roteiro impecável, Cat! Eu sou uma recente amante de cervejas, por isso para mim isso tudo seria dose de cavalo ahah mas gosto mesmo da Toira! Fui a um evento semelhante aqui no Palácio de Cristal e o meu rapaz perdeu-se por lá, portanto entendo-te bem :p

    PS.: Que fotos lindas, melheri <3

    Jiji

  2. Epa, e eu que gosto tanto de cerveja! 😀
    Nunca foi assim, atenção, eu detestava aquilo, mas na universidade era a bebida mais barata e acabei por me habituar e até gostar. Hoje em dia, não dispenso uma imperial de vez em quando 😛
    Aqui na zona essas cervejas são raras. Só em feiras medievais ou assim é que encontro e são sempre a minha bebida de eleição nessas alturas 😀 gostava de ter oportunidade de provar mais, mas tenho cá para mim que continuará a ser uma coisa rara x)
    let's do nothing today

  3. Não conhecia o evento! E fiquei sem perceber se ainda dura ou não – fui ao site que indicaste, mas não tem datas. Já terminou? Adoro este tipo de iniciativas, que nos permitem provar uma série de coisas em pouco tempo/espaço. E gosto de cerveja, particularmente das mais elaboradas – a Bohemia da Sagres é de longe a minha cerveja favorita -, pelo que esse evento era ideal para mim! Já experimentei algumas cervejas pelo mundo e continuo a achar que temos das melhores cervejarias, mas nada como experimentar mais 🙂

    Aonde (não) estou