À descoberta de Coimbra

a-descoberta-de-coimbra-daydreams-blog

Aquando da nossa ida à Lousã, num dos dias pusémo-nos a pé cedinho, apanhámos a camioneta (na altura não tínhamos carro) e lá fomos nós a caminho de Coimbra. Já tinha estado na cidade, mas pouco tinha explorado e estava cheia de vontade de o fazer.

Começámos pela Quinta das Lágrimas, o maravilhoso local do trágico romance entre D. Pedro e D. Inês de Castro. Os jardins que a envolvem são lindos, e é nele que se pode encontrar a Fonte dos Amores e a das Lágrimas, onde dizem que está ainda pintado de vermelho vivo o sangue de D. Inês.


Depois da Quinta seguimos em direcção ao Portugal dos Pequeninos. Não resistimos a um bom programa que nos leve a reviver as recordações das crianças que já fomos. Além disso não há como não adorar as ‘miniaturas’ de alguns dos monumentos mais emblemáticos do nosso país, como a Torre dos Clérigos e a Torre de Belém, entre outros.

De seguida atravessámos o rio Mondego, para o lado da zona antiga da cidade que é, para mim, o mais bonito. Na imagem abaixo podem ver, lá bem no cimo, a zona da Universidade.

No campus da Universidade, uma das mais antigas do Mundo, podem encontrar a Biblioteca Joanina. Se dizem que é mau ir a Roma e não ver o Papa, ir a Coimbra e não visitar a biblioteca é um crime hediondo. É das coisas mais bonitas que já vi em toda a minha vida! Pena que não deixassem tirar fotos, senão teria algo mais, para além das minhas palavras, para vos provar que é mesmo uma verdadeira obra-prima.

Ao pé da Sé podemos encontrar a casa onde viveu Zeca Afonso e algumas das ruas mais típicas, muito íngremes e estreitinhas.

É no Penedo da Saudade que encontramos a estátua do poeta João de Deus. Estudou Direito nesta cidade, mas acabou por exercer pouca advocacia, por se ter dedicado quase exclusivamente à escrita. É engraçado como o ar dele nesta estátua evoca mesmo o saudosismo.

Para conseguirmos conhecer um pouco mais da cidade, já que só tínhamos um dia para a percorrer, apanhámos um tuc-tuc. Valeu mesmo a pena porque, para além do tempo ter sido mais bem aproveitado, ainda tivémos direito a guia.

E dizem que Coimbra tem mais encanto na hora da despedida, mas eu cá acho que esta cidade tem sempre um encanto especial, e lá que deixa umas saudades danadas, isso deixa.