O que fazer quando não sabemos o que fazer?


Tenho a certeza que em diversas fases da vossa vida já tiveram aquela sensação de: o que vou fazer a seguir? Como é que vou resolver isto? Como é que vou fazer isto com que isto evolua para um novo nível? Como ultrapassar aquelas dúvidas e problemas que o dia-a-dia, agarrado às mesmas rotinas, nos pode causar?

A verdade é que há alturas da nossa vida em nos sentimos de tal maneira emaranhados nos nossos próprios pensamentos e nas nossas ideias e afazeres que deixamos de conseguir pensar direito, de conseguir decidir ou de conseguir levar os nossos projectos a bom porto.

De vez em quando tenho umas fases destas. E hoje decidi partilhar convosco algumas das estratégias que desenvolvi ao longo do tempo para ultrapassá-las:

1. Durmam sobre o assunto. Se o que vos anda a consumir for uma coisa recente, muitas vezes não há nada melhor que dormir sobre o assunto. Descansem e, com a cabeça fresca, vão ver que serão capazes de olhar para o vosso problema doutra perspectiva, mais clara e objectiva.

2. Afastem-se do problema. Tirem o tempo necessário para deixarem de estar focados naquele pormenor que vos anda a dar cabo da cabeça e vejam todo o panorama. A verdade é que, na maior parte das vezes, o panorama é bem mais colorido que aquele pormenor cinzento e problemático. Se têm dias de férias para gozar, esta é uma óptima altura para o fazer.

3. Arejem as ideias e vejam-se livres do stress. Se o vosso problema é o trabalho, tirem um fim-de-semana, completamente work-free. Se o problema é em casa (coisa a que dificilmente conseguirão fugir) tirem umas horas entre sair do trabalho e regressarem a casa para passear pelas ruas, para ler um livro no parque, para visitar aquele café novo em boa companhia, coisa que andam a adiar há meses.

4. Falem com alguém. Costumo dizer que falar sobre um problema (ou simplesmente dizê-lo em voz alta para vocês mesmos) faz com que ele pareça 10x menos importante e dramático. Se for no trabalho, façam um brainstorming com o vosso colega do lado. Falem sobre o momento de estagnação que atingiram e discutam maneiras de resolver o problema. Vai parecer tudo muito mais claro depois disso. Se, por outro lado, o problema é familiar, quer seja com pais, irmãos ou namorados, maridos, filhos, arranjem uma pessoa de confiança, sem parte interessada na vossa história, e que saibam que tem a capacidade de vos dizer aquilo que precisam de ouvir e não apenas aquilo que gostavam de ouvir. Que tenha a capacidade de se distanciar do problema e de ser completamente honesta convosco (mesmo que isso implique ser menos meiguinha!).

5. Mantenham o espírito positivo. Aquilo que vos quero dizer é: relativizem. Ponham o vosso problema em perspectiva. Percebam que o problema que têm, apesar de vos poder fazer passar muitas noites em claro, não é certamente a coisa mais grave deste mundo. Que com algum tempo tudo se resolve porque, no geral, todos temos um porto seguro para o qual regressar. E lembrem-se que na maior parte das vezes a resolução do vosso problema está apenas ao vosso alcance e decidam-se a não deixarem que ele vos deite abaixo. E se cairem, levantem-se. As vezes que forem precisas. E recusem-se a ser 'coitadinhos'.


Não queria parecer lamechas, mas acho que não me safei muito bem, pois não?


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8 comentários

  1. Sim, acho que estás a precisar :p e é já neste fim-de-semana!

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  2. Aproveita e começa já neste fim de semana :) beijinhos*

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  3. Obrigada :) um beijinho para ti também*

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  4. Oh God, obrigada, muito obrigada mesmo por este post :)

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  5. De nada Ângela :) sempre às ordens! E espero que de futuro tenha mais uns destes bons timings :)

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