O que farias se não tivesses medo?


Desta vez vou fazer um post para vos deixar a pensar (e a mim também). E nada melhor que fazê-lo no início da semana.

Tenho a certeza que já todos nós nos perguntámos, pelo menos uma vez na vida, o que faríamos se não tivéssemos medo. Medo que nos partissem o coração. Medo de ficar sem emprego, mesmo quando esse emprego não nos satisfaz. Medo de não ter um ordenado fixo, se trabalharmos como freelancers ou se estivermos a lançar um negócio próprio. Medo de ir para fora e deixar aqui as nossas pessoas, aquilo que somos e tudo aquilo que conhecemos na nossa vida até então. Será que nos atiraríamos de cabeça?

A verdade é que, se formos ver bem, há poucos momentos da nossa vida em que não temos medo. Porque há poucas coisas que podemos dar por garantidas. Normalmente esses medos prendem-se em grande parte com o lado profissional e, se muitas vezes temos medo de não sermos bem-sucedidos, muitas outras temos medo de não ser capazes de largar algo que é certo por algo que é realmente o nosso sonho, mas que a dado momento pode não ter o final feliz que desejaríamos. E era disso que queria falar hoje. É muito importante definirmos para nós próprios o que queremos fazer na nossa vida ou, caso não saibamos com certezas a resposta a essa questão, pelo menos saber aquilo que NÃO queremos fazer. Tirámos um curso científico, mas gostamos mesmo é de escrever? Estudámos literatura, mas adoramos é desenhar? Licenciámo-nos em economia, mas aquilo que nos apaixona é a moda?

E ainda perguntar se queremos trabalhos aliciantes que nos roubam muito tempo em casa, mas que nos satisfazem pela sua dificuldade e pelo desafio que representam? Se gostamos de ser chefiados por alguém? De ter horários a cumprir, mesmo quando trabalhamos muitas mais horas do que as previamente acordadas? Se gostamos de ter um trabalho que nos persegue até casa e que nos obriga a trabalhar mesmo quando já não estamos no nosso local de trabalho? Se a nossa realização pessoal passa por ir para fora, experimentar novos desafios? Ou por outro lado, se gostávamos de ser os nossos próprios chefes? De poder trabalhar ao nosso ritmo? De ter um trabalho mais monótono e rotineiro, mas que nos permite ter horários fixos e que controlamos? De saber que quando saímos do emprego o trabalho fica lá até ao outro dia de manhã e não temos de nos preocupar mais com isso? Se para nós a situação económica de Portugal já é, por si só um grande desafio e preferíamos ficar por cá e explorar o mercado nacional?

Estas são algumas das perguntas que podem colocar-se de modo a tentarem perceber qual o caminho que querem para vocês. E pensem sempre, se eu não tivesse medo, o que faria? Porque essa será provavelmente a resposta para tudo, para os vossos sonhos, para o que realmente vos motiva e apaixona. E quem sabe talvez a resposta que levará a uma mudança radical na vossa vida.


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